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Review Tomorrowland: saiba tudo sobre o maior festival do mundo

Tomorrowland. O sonho de consumo de dez entre dez  amantes da música eletrônica. O festival que em 10 anos de vida se tornou o maior do mundo e conta com as apresentações dos melhores DJs do cenário atual. Quem não gostaria de ir, não é?

Pois a nossa correspondente Anna Carolina conseguiu realizar este sonho… O dela e de muita gente. E não só uma, mas duas vezes!  Ela acabou de voltar da Bélgica, onde rola o Tomorrowland e veio contar pra gente como é viver os dias mais incríveis de sua vida no festival. Você vai descobrir como é estar lá tanto acampado como hospedado em hotel, o que é legal, como é passar perrengue.

Entre agora em um mundo de sonhos!

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Por Anna Carolina

A maioria das pessoas não entende esse amor pelo Tomorrowland, não entende que é mais do que um festival de música eletrônica, é uma jornada de vida, é a felicidade plena! A trajetória até lá não é fácil, tem todo um processo de juntar dinheiro, a dificuldade de conseguir comprar o ingresso, passar horas na frente do computador e conseguir uma chance quando pessoas do mundo inteiro estão tentando a mesma coisa que você, sair do Brasil e voar para o outro lado do oceano pra viver um sonho… Quando me perguntam “Mas por que você ama tanto esse lugar?!”, eu digo “Nem se eu tentasse eu poderia explicar! Você tem que viver isso pra saber e tem que amar tanto esse estilo de música quanto eu!”

Quando penso no melhor fim de semana da minha vida, onde fui absurdamente feliz, onde dividi a mesma felicidade com mais de 180 mil pessoas com o mesmo sentimento que o meu naquele momento, e tanta energia positiva, tanto amor, zero sentimentos ruins, não me vem outra coisa em mente… Foi no Tomorrowland! Lá todos os problemas parecem evaporar e você entra no mundo da fantasia onde você pode ser feliz completamente por esses 3 dias, e então percebe que pode ser feliz sempre. Quando toca aquela música que marcou seus momentos por lá e onde quer que esteja você é automaticamente transportado para aquele lugar em pensamento, e se sente tomado por todos os sentimentos bons que viveu naqueles 3 dias. Repito, não é só uma festa, é uma jornada, um sentimento, é a tradução exata do que quer dizer VIVA O HOJE, porque “Yesterday is history, today is a gift, tomorrow is mystery!”.

Quando li uma frase escrita num painel atrás do Mainstage que dizia “You are the people of Tomorrowland, make every second legendary!”, eu entendi que aquela mensagem não se referia apenas à festa em si, mas era uma mensagem pra vida.

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No ano passado eu quis viver a experiência completa do que é a Tomorrowland, e pra isso não existe outra opção: você TEM que acampar no Dreamville! Tem que viver e respirar o festival 24h por dia! É perrengue? É! Não vou enganar ninguém. Mas é aquele perrengue que depois que passa você respira fundo e fala “faria tudo de novo”. A experiência de acampar no festival é única. Você chega e é direcionado para os locais onde deve montar sua barraca, tudo muito organizado, sem correria, sem empurra-empurra, a única disputa (e mesmo assim até esta é civilizada) é por um lugar na sombra. Sombra é algo raro no acampamento, e eu consegui o meu! É muito legal acampar lá, porque você acampa junto com pessoas do mundo inteiro. Meus “vizinhos” de barraca eram das mais diversas partes do mundo. Tinha um grupo de americanos, outro de canadenses, suecos, israelenses, australianos, alemães, africanos, etc. Durante a noite faz frio, MUITO frio, mas quando o sol começa a sair, não dá mais pra ficar dentro da barraca. Vira sauna! Principalmente se sua barraca estiver no sol.

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Em 2013 foi um ano que choveu muito na Tomorrowland! Chovia todas as noites, quase a noite toda, e durante o dia caíam algumas pancadas de chuva. Isso por um lado foi bom, porque diminuiu o calor que costuma ser cruel essa época do ano lá, mas por outro lado transformou o acampamento e os caminhos que levam até o local onde é a festa num CAOS! Era lama pra todos os lados. Pra sair da barraca e ir até o festival, tinha que tirar o tênis, caminhar com lama até o tornozelo, chegar até o banheiro central onde ficam os chuveiros e as pias, lavar o pé, calçar o tênis, para depois sair do Dreamville e andar até a festa! Na volta, o perrengue era ainda maior, pq a noite a iluminação não era tão boa, e ficava difícil escolher os melhores caminhos (com menos lama), e vi muita gente escorregando, afundando com lama até o joelho. Mas o mais engraçado era que as pessoas não se importavam. Se escorregava, todo mundo ajudava e a pessoa ria, brincava com a situação, nada de estresse! Só que o problema era que não tinha como tomar banho na volta! Os chuveiros só ficam abertos a partir das 6 da manhã. O jeito era se lavar na pia mesmo. E chegando na barraca, precisava lavar o pé novamente. Então eu já deixava na barraca umas garrafas de água pra isso antes de ir pro festival e lenços umedecidos. Famoso “banho de gato” pra aguentar até o horário que o chuveiro abrisse. SELVA! Ou, como muitos apelidaram o DreamVille: NightmareVille. Mas nem isso tirava o bom humor e a felicidade das pessoas por estarem ali fazendo parte daquilo tudo. Não tenho problema em dormir em barraca, então colocava meu protetor auricular, máscara nos olhos e apagava. No dia seguinte estava pronta pra outra!

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Esse ano eu quis ficar em hotel para ver como é o outro lado da situação. Milagrosamente não choveu, e acho que foi até um presente dos céus pelos 10 anos do Tomorrowland! Choveu apenas no último dia durante uns 30 minutos. Uma benção pra quem estava no DreamVille, que não precisou passar o perrengue que passei no ano anterior com toda aquela lama. O esquema do hotel é bem diferente, mas também muito organizado. Os ônibus saem meio-dia para ir até o festival e para retornar os ônibus circulam até 1 hora após o final dos shows, ou seja, até 2h da manhã tem ônibus para voltar. O problema é que o hotel é um pouco distante de onde é a festa. Então levava em média 45 minutos ou mais (pela quantidade de gente saindo ao mesmo tempo) caminhando do Mainstage até o local do ônibus que leva ao estacionamento, mais uma fila (e um certo perrengue) para pegar esse ônibus que vai da festa até o estacionamento onde ficavam os ônibus que levam para os hotéis, depois mais 1 hora de ônibus até o hotel, em média. Resumindo: a festa acabava 1h da manhã e você não estava no hotel antes das 3 da manhã. E eu só pensava no DreamVille, que a essa hora eu já estaria na minha barraca dormindo e sem hora pra acordar, porque poderia ir andando para a festa e não precisaria estar meio dia já no ponto pra pegar o ônibus. Mas quando eu chegava no hotel, tomava meu banho quente e dormia numa cama de verdade, via a vantagem de estar ali e não no Dreamville.

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Com relação à festa em si, havia aquela dúvida dentro de mim se essa Tomorrowland seria capaz de se equiparar ou superar minha primeira Tomorrowland, porque a primeira vez costuma ser sempre mais especial Mas depois de ter vivido a experiência pela segunda vez eu digo que foi pau a pau com a primeira. Não deixou a desejar em nada e tudo o que eles prepararam pra essa edição, todas as surpresas ao longo dos 3 dias me deixaram tão encantada como na primeira vez. E nessa ainda tinha um sentimento diferente: o de não acreditar que eu estava vivendo aquele sonho de novo. Realizar seu sonho uma vez já é especial, realizar seu sonho duas vezes é surreal! Inacreditável! Eu estava lá com alguns amigos que tinham ido comigo ano passado e que eu tinha conhecido lá, e estava com amigos que estavam lá pela primeira vez, e pude ver as diferentes emoções de cada um. Aqueles que já tinham ido choraram junto comigo quando pisamos novamente naquele gigante que é o Mainstage! Não dá pra explicar. Independente de ser a primeira ou a segunda vez, a emoção é indescritível! E é por isso que eu não vou nem tentar explicar e vou dizer o que eu disse lá em cima: “Você tem que viver isso pra saber!”.

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No final do terceiro dia, quando a jornada estava acabando, durante a cerimônia de encerramento, eu olhava ao meu redor e via as pessoas chorando junto comigo, com aquela felicidade de ter vivido tudo aquilo, ter feito parte disso. Homens e mulheres, independente de sexo, raça, religião, todos estavam ali por um único objetivo: ser feliz e fazer cada segundo legendário! Assim como no ano passado, não vi nenhuma briga. Pelo contrário, vi amizade, amor, solidariedade, companheirismo e muita alegria entre todas as pessoas que estavam ali. E no final, TODAS as pessoas que tinham ido pela primeira vez e sabiam que eu estava ali pela segunda, chegavam pra mim e diziam: “você tinha razão! Muda a vida!”. Esse ano, o painel atrás do Mainstage dizia: “This is your life! Make every second legendary!” (“Essa é a sua vida! Faça cada segundo ser legendário!”).

É, acho que não preciso dizer mais nada…

Anna Carolina da Fonseca – estudante do 5º ano de Medicina no Rio de Janeiro, apaixonada por música eletrônica e viciada em viagens.

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