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Review – Os melhores fones para DJs

Fone, qual escolher? Essa é, de longe, a dúvida que mais atormenta os DJs iniciantes e, às vezes, até os mais veteranos também. Pensando em esclarecer um pouco tais questionamentos, abaixo está um review dos fones mais utilizados pelos profissionais mais experientes e renomados do mundo, para que, ao final da leitura, a sua decisão seja mais assertiva e livre de arrependimentos.

  • Technics RP-DH 1200

Technics RP-DH 1200

Uma das primeiras opções de fone para o DJ que acaba de se formar, o Technics RP-DH 1200 é um acessório que vale a pena ser analisado mais afundo.
Por detrás da aparência um tanto grosseira, este fone mostra uma falsa sensação de resistência, pois ele exige um cuidado extra no manuseio e transporte. O RP-DH 1200 possui hastes dobráveis e cabo removível e devem ser utilizados exatamente desta maneira, caso contrário o tempo de vida útil pode cair consideravelmente. Ou seja, entre uma gig e outra, é recomendação do fabricante que se dobre as conchas para dentro e remova o cabo para evitar qualquer tipo de rachadura na tiara ou mau contato nos fios.
Por outro lado, não é à-toa que esse fone foi, e ainda é um dos líderes de venda entre as lojas especializadas para DJs. O RP-DH 1200 possui uma ótima qualidade sonora pelo valor que é comercializado. Ele provê ótima qualidade sonora com graves guturais bem profundos e boa percepção dos sons mais frágeis de altas frequências.
O RP-DH 1200 suporta altos níveis sonoros vindos de quase todos os mixers existentes no mercado, e tudo isso sem distorções e batidas quebradas que possam atrapalhar a mixagem. Além disso, o isolamento neste modelo é algo notável – fato principalmente marcante pela abrangência dos supra-auriculares bem como o forte aperto da tiara.
Este último fato é de extrema importância para apresentações em clubes e lugares com altos níveis de ruído externo, pois até mesmo com nenhum som saindo deste Technics, pode-se notar tal inibição de ruídos.
Partindo para a questão conforto, este modelo leva uma nota A. Apesar do aperto da tiara ser um pouco intenso, não se nota incomodo algum após uma, duas ou até três horas de uso. Obviamente que cada pessoa possui uma preferência e adequação, porém entende-se que o conforto para o modelo RP-DH 1200 é quase um senso comum. Outro ponto a se ponderar é o cabo: Seguindo qualquer modelo profissional, o cabo é ligado diretamente a apenas um dos lados, característica esta que agrega mais mobilidade ao DJ no momento de sua performance, diferentemente dos modelos amadores e semiprofissionais com cabos em “Y”.
De um modo geral, este fone agrada e realmente faz o que se propõe. Ele tem boa qualidade, valor agregado bom para o nível de capital de mercado que o Brasil possui, ótima destreza nos movimentos podendo ser adaptado a qualquer estilo de DJ, seja sobre a cabeça, de um ouvido só, utilizando ombros, e, se bem cuidado, com certeza terá ótima durabilidade na estrada.

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  • Technics RP-DJ 1200a

Technics RP-DJ 1200aOficialmente apresentado pela Panasonic em 2006, o Technics RP-DJ 1200a foi exclusivamente desenvolvido pensando na figura do DJ. Utilizado até hoje por preciosos nomes da cena eletrônica nacional e internacional, este fone possui configurações singulares de qualidade de som, sensibilidade e conforto.

A princípio, um dos fatores que mais se destaca neste Technics é a durabilidade. O RP-DJ 1200a parece bem preparado para aqueles que estão em constante movimento. Ele possui costuras externas escarpadas, hastes dobráveis além da alta qualidade sonora.
Falando em qualidade de áudio, o Technics aqui em questão segue o seu irmão de lançamento RP-DH 1200 no que se diz respeito à respostas de frequências. O DJ 1200a, mesmo sob altos níveis de pressão, gera pouca, se não nenhuma distorção no aumento de volume e, assim sendo, consegue fornecer, com exatidão e em detalhes, toda onda de frequência, dos 8 Hz daquele grave bem profundo até os agudos de 30 kHz.
Contudo, mais uma vez caindo para as particularidades de cada DJ, este fone não possui um invólucro muito abrangente nos ouvidos, o que pode ser pecado para alguns que não estão acostumados com este modelo de fone.
O RP-DJ 1200a é referência entre os profissionais que precisam de um bom acabamento, uma ótima qualidade de isolamento e sons bem definidos dentro dos clubes.

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  • Allen & Heath Xone XD2-53

Xone XD2-53

Muitos DJs no Brasil podem não estar muito habituados a marcas como a “Allen & Heath”, porém é valido tomar partido do modelo XD2-53. Lançado há pouco mais de um ano, este modelo produzido pela conceituada Allen & Heath é basicamente constituído de plástico, tornando-o um fone bem leve, pode-se dizer até mais leve que a maioria dos Technics, Denon e Pionner. Contudo, o XD2-53 ainda parece bem resistente para se abusar das torções durante a apresentação.
Ainda no quesito design e conforto, este fone possui alguns níveis de extensão nas laterais para se adequar a qualquer pessoa, além de grande estabilidade quando apoiado sobre a cabeça – pode-se pensar em tocar um set de seis horas tranquilamente com este “Allen & Heath”.
A qualidade de som do XD2-53 é absoluta. Ele possui drivers de 53 milímetros, tamanho nunca antes desenvolvido para fones de DJs profissionais até então, e ele realmente aguenta qualquer volume que venha do mixer sem distorção. Com um grave nem tão profundo, este fone não deixa a desejar nas demais frequências, o que dá uma impressão de som nítido para qualquer estilo que se jogue nele e, o melhor disso tudo é que ele faz tudo isso ainda sendo mais leve que os demais modelos.

Os drivers mencionados acima são muito poderosos, com ímãs de neodímio desenvolvidos com 1500 mW de potência tratando uma ótima capacidade SPL, produzindo, assim, altas notas de encaixe nas reproduções. Já na questão isolamento, o “Allen & Heath” XD2-53 também faz um ótimo trabalho, talvez não tão intenso quanto o concorrente HD 25-1 II, porém é possível realizar uma performance tanto em um clube “indoor” quanto em uma festa “open air” para dez mil pessoas.

Apesar do valor um pouco acima dos demais, este fone é definitivamente uma ótima escolha para o DJ que possa pagar pelo set. Com um peso mais leve e resistência igual ou superior aos concorrentes, o XD2-53 é bem robusto e digno para qualquer DJ que mantém sempre os pés na estrada em gigs pelo Brasil e pelo mundo.

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  • AIAIAI TMA-1

AIAIAI TMA-1Desenvolvido baseado em um conceito diferenciado, o AIAIAI TMA-1 é definitivamente uma das principais escolhas dos DJs profissionais nos últimos dois anos. Para este fone, a empresa dinamarquesa escolheu, além de alguns dos melhores engenheiros de som do mundo, 25 DJs profissionais para colaborar no seu desenvolvimento. Entre eles estão nomes como James Murphy, A-Trak, Seth Troxler e Madlib. Logo, o sucesso só poderia ser certo.

O TMA-1 certamente atende todos os requisitos de um fone para DJs, uma vez que foi certamente desenvolvido para ser muito resistente, além de durável. No primeiro olhar é claro notar-se o aspecto minimalista deste fone, sem nenhuma aparição e propaganda da marca. Este modelo da AIAIAI é único o suficiente para não precisar de grandes adesivos externos a fim de ser facilmente distinguido.

O cabo removível que é preso ao lado esquerdo inferior do fone é robusto, difícil de enrolar, além de possuir uma sensação de aderência firme, fazendo com que o cabo não fique deslizando no momento de uma apresentação, por exemplo.

Constituído de um material preto interiço, o acolchoado repousa bem nos ouvidos e são ligado por um fio enrolado que perduram internamente à tiara. Dentro de cada lado, o fone possui um driver de 40 milímetros, o qual provê uma resposta intensa aos graves.

Uma característica deste fone que, aparentemente, não agradou todos os DJs, principalmente os mais antiquados, é a haste fixa. Diferentemente dos seus concorrentes, Sennheiser HD 25-1 II e Technics RP-DJ 1200a, o AIAIAI TMA-1 optou por uma maior resistência na tiara, assim o DJ poderá torcer as hastes para o lado que quiser, sem nunca perder o formato.

Já partindo para as questões sonoras, o TMA-1 surpreende mais uma vez. Este modelo soa incrivelmente bem quando tirado da caixa, continua nos próximos minutos de uso e ainda mantém o mesmo nível após horas apoiado sobre os ouvidos. Os graves saem dos drivers com grande força, o que pode ser um tanto quanto incômodo quando os níveis do volume são mantidos durante muito tempo no alto. Contudo, acredita-se que esta característica foi submetida para os DJs que querem ouvir claramente o tempo da música quando em um ambiente com ruído externo em demasia. Ou seja, vale salientar que o isolamento deste fone não é tão capaz quanto o seu oponente HD 25-1 II da Sennheiser.

AIAIAI TMA-1 Beatport

AIAIAI TMA-1 Gold
As frequências médias são exuberantes, descongestionadas e amplamente dinâmicas. Os vocais são claros e com muita textura, enquanto a bateria, principalmente a batida dos “snares”, parece real nos ataques e na separação dos demais instrumentos. As frequências mais altas, trabalhando em conjunto, são discretas. Pode-se detectar claramente os espirros e os chiados, além da clareza nos instrumentos de corda. Enfim, com duas edições especiais a mais – a Beatport e a Fool’s Gold – o AIAIAI TMA-1, apesar de mais recente, encontra efetivamente um espaço no meio dos veteranos.

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  • Pioneer HDJ-2000

Pioneer HDJ-2000

Apesar de muito se dizer sobre os patrocínios pagos da empresa, há um lançamento não tão recente que foi aderido por alguns profissionais como seu fone de trabalho: É o Pioneer HDJ-2000.

Os graves são bem poderosos e nítidos, notados em conjunto com as frequências médias, provavelmente até os 500 Hz. Contudo, a extensão desses graves não pode ser levada ao limite já que sente-se uma atenuação íngrime nessas ondas. Os médios se mostram deliberadamente claros, com percepção total de todos os tons dos vocais. Já para as frequências mais altas, há um pequeno desapontamento já que o som vai se distorcendo há medida que se aumenta o nível do volume e, além da distorção é possível ouvir agudos ásperos e granulados nesta situação.

Não se sabe se foi um desempenho proposital, porém quando em estéreo, o HDJ-2000 possui um ligeiro aumento de volume no canal esquerdo. Este aumento é quase indetectável, porém está lá. Já o modo mono deste modelo da Pioneer é, de longe, a melhor soma de mono passivo que já se ouviu em algum fone de ouvido desenvolvido para DJs.

O HDJ-2000 é robusto e possui um design parecido com o primeiro fone deste review. Possui hastes retráteis e um cabo removível que possui como única característica negativa o modelo restrito de encaixe, produzido apenas pela empresa. Ou seja, a substituição só poderá ocorrer por um cabo fornecido pela própria Pioneer.

Por fim, o isolamento. Esta aí o ponto alto deste fone. Dos fones conhecidos como “on ear”, este definitivamente leva a maior nota no quesito isolamento, seja para apresentações “indoor”, “open air” ou até mesmo em estúdio.

Pelas fotos divulgadas, o HDJ-2000 pode não parecer tão confortável, porém este é um detalhe que se deve verificar de perto. Este fone é extremamente leve e confortável. Ele não esquenta demais, evitando assim o suor excessivo dentro das cabines mais quentes. E, ainda dentro da questão conforto, vale destacar que este modelo foi desenvolvido exclusivamente para DJs, ou seja, pode-se dizer que o cabo anexado ao fone é pesado e desconfortável, porém isso não é notado a não ser que você tente o utilizar para uso pessoal, conectado ao seu iPod ou seu notebook.

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  • Pioneer HDJ-1500

hdj1500silverUm pouco mais antigo, porém não menos importante, pode-se arriscar dizer que o Pioneer HDJ-1500 é um concorrente direto do RP-DH 1200 da Technics. Flutuando na mesma faixa de preço e com praticamente as mesmas características de especificação, este modelo da Pioneer é uma escolha razoável para o entusiasta que vai começar a se arriscar nas pickups de festas diversas. Conhecida por produzir equipamentos de qualidade, a Pioneer não fica para trás no que diz respeito a fones e o HDJ-1500 está aí para comprovar.

O que se nota na primeira pegada deste fone é o peso, qualidade buscada por muitos profissionais e atendida prontamente. Além desta vantagem, o conforto da tiara sobre a cabeça e das cúpulas, fundamental para as horas de set na cabine, são particularidades muito bem desenvolvidas neste fone. O pad designado para o apoio dos ouvidos é macio e ajuda na função do isolamento, o cabo enrolado no formato de telefone fornece ótima mobilidade ao DJ e o botão Estéreo/Mono – item que define a marca – é de grande valia para a mixagem, já que cada profissional possui um modo de transitar as tracks durante a festa.

Voltando um pouco da divagação dos elementos de conforto, vem a convenção dos padrões de som, obviamente um dos pontos mais importantes para um DJ. O HDJ-1500 possui uma ordem de frequência de 5 a 30.000 Hz e com um nível de saída de volume beirando os 107 dB/mW. Este modelo também possui uma entrada máxima de 3.500 mW, o que na teoria proveria uma qualidade muito acima da média. A avaliação da nitidez do som deste modelo com certeza levaria nota máxima se não fosse a extensão do volume, a qual deixa muito a desejar.

Como mencionado logo acima, a claridade do som é invejável, porém as características daquele grave mais profundo e batido com as frequências agudas do chimbal e o alcance vocal total nos médios não atendem as expectativas quando o fone é levado ao limite. Ou seja, dos prós e contras este Pioneer HDJ-1500 teria um B- no boletim. Ele é resistente – virtude essencial para quem está em constante movimento entre uma gig e outra, é leve e com alta mobilidade – outra virtude importante, já que o pesadelo do DJ é ser atormentado por um peso sobre a cabeça e ouvidos machucados. Contudo, as viradas podem se tornar um desafio em ambientes dotados de grandes ruídos externos, já que a extensão de volume e isolamento desse modelo frustam um pouco as expectativas.

Recentemente a Pioneer lançou novas versões do modelo, batizadas de “Black” e “White” e em suma, o HDJ-1500 pode ser, sim, um passo inicial para o DJ e após algumas horas e certa adequação, ele definitivamente pode se tornar uma escolha viável para lhe acompanhar nas próximas gigs que virão.

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  • Sennheiser HD 25-1 II

sennheiser-hd-25-adidasLançadas entre os anos de 2011 e 2012, as séries HD 25 foram as apostas da marca em fones de alto desempenho para DJs e produtores que, pelo seu design atrativo e ótima qualidade de som, foram sucesso garantido entre os grandes entendedores de música.

Do ponto de vista do som efetivamente, esse fone possui um nível de grave forte, um som limpo, proeminente e sem distorções. Apesar das fortes batidas do grave, o HD 25-1 II traz clareza nos médios, fazendo com que essas frequências sejam atendidas adequadamente para um ambiente com menos intensidade de ruídos externos, como um estúdio, por exemplo.

Já na questão conforto, o HD 25-1 II não ganha nota máxima. A primeira impressão ao se colocar sobre a cabeça é a de um pouco de aperto, firme demais. Por mais que o corpo se adeque após alguns minutos, ainda assim gera um desconforto.

Um ponto a favor é o peso, esse Sennheiser é bem leve, o que o torna fácil de transportar e talvez tenha sido uma compensação para a desvantagem supracitada do “clipping”. As hastes possuem o detalhe de abertura, porém não há vantagem já que o fone se torna mais desconfortante, além de parecer um tanto quanto estranho.

Esse modelo desenvolvido pela Sennheiser é definitivamente um senso comum entre diversos DJs do planeta e, para se aprofundar mais ainda sobre suas características, clique aqui para ler o review publicado pela Ban especialmente para ele.

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Por:

Inspirado nas vertentes do Minimal e Techno, Rodolfo Moss prova que é possível, sim, galgar um espaço no meio dos grandes, mantendo sempre a qualidade musical que lhe é peculiar, além da humildade aberta à novas tendências, primando incessantemente pelo ideal de todo músico verdadeiro: O de agregar cultura em prol de um ambiente sem limitações e preconceitos.