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O que é o TIDAL e porque deveria usá-lo?

O que é o TIDAL e porque deveria usá-lo? 1

Cerca de dois meses atrás, Jay Z sacou US$ 65 milhões para comprar uma empresa de tecnologia sueca. Há mais ou menos uma semana, nós descobrimos o que ele pretende fazer com essa empresa.

Jay recrutou 16 músicos (Alicia Keys, Win Butler do Arcade Fire e Regine Chassagne, Beyonce, Calvin Harris, Chris Martin, Daft Punk, deadmau5, Jack White, Jason Aldean, J. Cole, Kanye West, Madonna, Nicki Minaj, Rihanna, e Usher) para se tornarem co proprietário da TIDAL, um serviço de streaming de música relançado que foi originalmente criado por Aspiro, a empresa que ele comprou. O anúncio foi feito durante uma apresentação que alinhou cada co-proprietário no palco, cada um supostamente detém 3% do capital da empresa, juntamente com a notícia de que Tidal terá conteúdo exclusivo deles.

Ok, mas o que faz a Tidal diferente dos outros serviços de streaming de música que você já está usando? Tem que haver algo especial sobre ele já que a hashtag #TIDALforALL ficou no topo dos trending topics por dois dias seguidos, certo? Bem, é aí que está! A Tidal poderia ser para todos – todo mundo só precisa de dinheiro para a admissão. Diferente do Spotify e do Pandora, que oferecem planos com base em anúncios, os usuários não podem usar Tidal gratuitamente a não ser por um período de duas semanas de teste. Em vez disso, eles têm que se inscrever para em uma das duas opções de inscrição: o plano básico de US$ 9,99 por mês que transmite música em definição padrão com alta definição de vídeos de música, ou um plano premium que transmite música em alta definição no formato “lossless” (sem perda de qualidade) por US$ 19,99 por mês. Escolher um serviço de streaming de músicas está começando a soar quase tão difícil quanto escolher o pacote de TV a cabo.

Porém, a assinatura premium dá duas vezes mais dinheiro aos artistas do que o plano básico, mas eles terão que ganhar muito mais usuários se quiserem ter uma mudança significativa. O plano básico da TIDAL paga aos artistas o royaltie padrão.

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Qualidade de CD Lossless no streaming é o que destaca a TIDAL da sua concorrência (apenar da Pono e do Deezer Elite oferecerem isso também). Mas a qualidade sem perdas seria o suficiente para desembolsar um extra de US$120 no ano? E o que tem de tão diferente?

Para começar, Spotify Premium e o Tidal básico (ambos de US$ 9,99) têm a opção de uma transmissão de música em um padrão de 320kbps (kilobits por segundo), o que é uma fração do tamanho de um grande arquivo sem perdas de 16 bits (também conhecido como FLAC, ou a versão da Apple, ALAC). Para que esse arquivo de áudio de 16 bits se torne um arquivo de áudio 320kbps, tem de lançar alguns dados. Remoção de dados significa reduzir a qualidade. É como quando você salva uma imagem que você encontrou no Google para o seu computador e descobre que ele está todo distorcido quando o abre. Se você tivesse o arquivo original, você teria mais detalhes do que a imagem compactada que você baixou. Quando se trata de áudio, FLAC é o arquivo original. Isso não significa que arquivos de 320kbps não são bons, mesmo se eles são menores. Mas assim que você fizer o download e ouvir o arquivo, você poderá sentir as diferenças entre uma música sem perdas e 320kbps.

Um fone de ouvido comum normalmente não captura essas diferenças, mas caso você possua um fone de ouvido profissional você vai sentir, principalmente se você for músico. Mas se você é daqueles que acha que o fone de ouvidos que veio com o seu celular está de bom tamanho, seria como comparar isso a conectar um aparelho Blu-Ray em uma televisão de tubo da década de 90.

O pacote básico da TIDAL por US$ 9,99 é bom o bastante para um test drive se você está buscando por um serviço de streaming pra chamar de seu (lembre-se que você terá duas semanas gratuitas). Ele também não tem um aplicativo para desktop no momento (mas prometeram que ele já está sendo desenvolvido), então por enquanto está disponível somente para iOS, Android e na web.

A TIDAL diz ter disponíveis 25 milhões de músicas e 75 mil vídeos.

As playlists e o design minimalista são de extremo bom gosto, mas bem familiares, se é que você pode me entender vendo as imagens abaixo:

Playlists do Tidal

Playlists do Tidal

"Genres & Moods" do Spotify

“Genres & Moods” do Spotify

 

Uma coisa que falta no Tidal são as características sociais. No Spotify você segue artistas, amigos e assina playlists criadas por outros usuários, além de poder ver o que as pessoas estão escutando no News feed. No Tidal você também não consegue usar o teclado pra pular uma música quando você não está na janela certa do browser. Nesse caso um app para desktop realmente ajudaria.

Se você não assina o pacote mais caro do Tidal, você não tem acesso ao conteúdo exclusivo dele, o que é um saco mas é o que vai fazer os caras ganharem mais dinheiro. Exemplo disso é a nova música da Rhianna já estar disponível no Tidal e no Spotify não há sinal dela. Outra artistas que retirou todo seu catálogo musical do Spotify foi a Taylor Swift, que agora deixará todo seu conteúdo disponível no Tidal.

Ainda assim existem muitas pessoas que simplesmente não se importam em ouvir suas músicas favoritas pelo Youtube, ou não ligam para propagandas do Spotify ou do Pandora. Se você se encaixa no meio dessa galera, não sinta como se você estivesse perdendo algo espetacular sobre o Tidal. Mas se você tem um equipamento luxuoso e caro para ouvir músicas sem perda de qualidade, o Tidal é o serviço de luxo pelo qual você estava esperando.

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Por:

Camila Giamelaro é formada em publicidade, criou o blog Caixa Direita, colaborou com sites e revistas como House Mag, Phouse, Psicodelia.org e DJ Music, foi Coordenadora de Mídias Sociais e editora do blog da DJ Ban Hoje atua como professora de Imagem e Comunicação para Artistas na DJ Ban e está a frente da agência GIG, uma agência dedicada ao mercado de música eletrônica que trabalhou com clientes como Pioneer DJ, Warung Tour São Paulo, D-Nox, Boris Brejcha, entre outros. Também é DJ e produtora musical da dupla Binaryh.