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Mulheres artistas na cena da música eletrônica #2: Mary Olivetti

Batemos um papo com a Mary Olivetti, DJ e produtora e que participa da nossa série Mulheres artistas na cena da música eletrônica desta semana. Mary é amante e participa da música regularmente desde que nasceu.

1) Mary Olivetti se identificou com a música eletrônica através de quais artistas?

Comecei a tocar no ano de 2002 quando atravessávamos um início de furacão chamado Electronic Dance Music. Foi inevitável, todo o meu salário era trocado em dezenas de DVD’s da Ministry of Sound, Cafe Del Mar e HedKanki comprados nas Lojas Americanas, e também em discos de selos que passeavam por Naked Music, Ovum e Positiva. Miguel Migs & Lisa Shaw, Carl Cox, Junior Jack, Fatboy Slim, Tim Deluxe, Harry (na época “Choo Choo”) Romero e Daft Punk eram meus queridos.

2) Qual foi o primeiro DJ que você ouviu tocar num nightclub do início ao fim e que mais impactou a sua percepção sobre dance music?

2008, Tony Humphries em um belíssimo amanhecer no DC10, em Ibiza. Noite histórica para os presentes. Tony é um dos caras que mais admiro na cena House. Ele realmente nos hipnotizou por horas, não conseguíamos discernir se as músicas já tinham sido mixadas tamanha linearidade e similaridade entre elas. O ápice foi “French Kiss” em sua full version de 9 minutos, a casa caiu.

É natural que a percepção de todos que trabalham com Dance Music mude ao desembarcar em Ibiza. A ilha é chamada de mágica por diversos motivos, desde os mais místicos — com suas crenças de que há um portal para outra dimensão — até pelo sentido histórico-musical sobre Ibiza ter sido uma extensão natural do grande movimento “rave” inglês intitulado como “Second Summer of Love” na década de 80 (o primeiro foi o Woodstock). Desde então a apelidada Ilha do Amor abriga pessoas que realmente respiram música sem questionamentos e restrições, sem pudores e sem vaidade. Para entender a verdadeira House Music, só pisando lá.

3) Como você administra seu tempo com tarefas do trabalho, cuidar da família e produzir música?

É necessário eu ter mente e ambiente organizados para conseguir desempenhar tantas Marys diferentes em um só dia. Eu tenho 3 filhos, marido, cachorro, cuido da casa, faço faculdade a noite, tenho dois empregos e… (ufa) produzo música! Todos sabemos que para a criatividade aflorar precisamos de cabeça boa, ambiente tranquilo e boletos pagos. Somente com muita organização consigo meus momentos sozinha para fluir sem culpa de deixar algo faltando para toda esta lista de afazeres acima, afazeres e pessoas que amo.

4) Como você organiza suas músicas?

Mesmo não saindo pra tocar com tanta frequência como antes, continuo comprando música como antes (risos) — vícios serão vícios para o resto da vida, não é mesmo? Além do mais, fazemos festas em família todos os finais de semana, o pendrive precisa estar sempre up to date. Eu organizo minha compras no HD por pastas de anos, meses e dentro de cada mês, de gêneros. Costumo sempre ter bastante novidade mensal de Brasil, Funky/Soul/Disco, House Music e Afro/Latin. Depois disso ainda faço uma nova seleção para mandar para o Rekordbox.

5) Você coleciona discos?

Menos do que gostaria, mas aprecio demais uma longa tarde digger em sebos, um fetiche! Aqui em São Paulo existem muitos casarões interessantíssimos que são repletos de jóias raras escondidas. Geralmente compro música brasileira, jazz e soul em vinil, exatamente o que ouço em casa o dia inteiro, não compro mais música eletrônica.

6) Quantas vezes você ouviu o seu remix para a Rita Lee antes de se sentir 100% satisfeita?

Sou virginiana, imagina? Ouvi umas 300 vezes. Trabalho bom é trabalho difícil, se for fácil a gente não evolui.

7) Um recado, uma experiência que você queira compartilhar com a nova geração DJ & Produtores.

Derrubem o limite entre divisas de países e continentes. Se relacionem com pessoas de todo o planeta. Mandem e-mails, mandem músicas, se apresentem e se preciso, traduzam no Google, mas não deixem de escrever. Demorei para aprender que eu não precisava ser DJ só para o Brasil. O mundo é um só, saiam do conforto porque a estrada pode ser bem maior do que imaginamos.

Muito obrigada, Michel e DJ Ban, sou fã do trabalho de todos vocês. Grande abraço a todos.

Website: https://www.maryolivetti.co/

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