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Madmapper e o mito do video mapping

Madmapper e o mito do video mapping

video mapping nada mais é que um conjunto de técnicas e/ou tecnologias, cujo objetivo é adaptar determinada saída de vídeo para uma plataforma diferente da original. Se você tem um filme rodando no computador, por exemplo, e deseja que ele passe na sua televisão, você pode conectar ambos os aparelhos através de um cabo HDMI. Nesse caso, o sistema operacional do computador já está preparado para fazer a adaptação da imagem – o mapeamento é automático.

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Quando falamos de saídas de vídeo avançadas, como por exemplo painéis de LED distribuídos em um palco, precisamos recorrer às técnicas de mapeamento de vídeo para resolver a questão, visto que a distribuição da imagem não é automática. É preciso programar para onde cada fragmento do vídeo será enviado, ou quem sabe ele vai se repetir por inteiro em cada painel – a configuração pode variar em cada caso, existem diversas possibilidades.

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A saída de vídeo em projetores, porém, exigiu que essas técnicas se tornassem ainda mais complexas, visto que a superfície que recebe a luz pode estar em diferentes perspectivas, ter diferentes formas, ser feita de diferentes materiais, etc. O que antes era apenas um mapeamento de fragmentos e coordenadas, precisou se ampliar. Por isso, quando vemos um show de projeções em uma fachada arquitetônica, dizemos que foi aplicado um projection mapping, que por sua vez, é uma especialização do video mapping.

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Atualmente, o software mais completo do mercado voltado para video mapping é o famoso MadMapper. Ele tem ferramentas que possibilitam a aplicação da maioria das técnicas de mapeamento de projeção, painel de LED e qualquer outra saída de vídeo compatível. Criado inicialmente para uso particular, pelo coletivo francês 1024 Architecture, ganhou o mercado em 2010 em parceria com a GarageCube, empresa criadora do software de videotecagem Modul8.

A abordagem básica do programa é extrair fragmentos geométricos de um vídeo e manipulá-los diretamente na saída da imagem, alterando sua perspectiva, adicionando máscaras e fazendo ajustes de distorção. Veja que aqui quebra-se um dos grandes mitos do mapeamento de projeção: grande parte do trabalho não consiste nas técnicas de mapping em si, mas na produção de um conteúdo de vídeo específico para aquela superfície. O MadMapper não é um software para criação de conteúdo.

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Graças a tecnologia Syphon, o MadMapper também pode receber entradas de vídeo em tempo real, podendo trabalhar em parceria com VJs que usam Modul8, Resolume, VDMX ou qualquer outro programa de videotecagem com saída Syphon. Além disso, o MadLab conta com alguns mini-aplicativos que adicionam novas funcionalidades de entrada, como uma máscara gerada por Kinect ou um equalizador. Para quem deseja ampliar as possibilidades e entende de Quartz Composer: você pode carregar suas próprias composições interativas e mapeá-las no MadMapper.

Se quiser baixar a versão demo (que insere uma marca d’água na saída de vídeo), sugiro que também arrisque os tutoriais oficiais. A licença para duas máquinas custa €299 mas se você já possui o Modul8, pode comprar por €199. A versão beta atualmente conta com entrada MIDI, mas as ferramentas de soft edge, que todos aguardam impacientemente, ainda não deram sinal de vida.

Se ficou interessado no assunto, se informe sobre o curso de VJ da Ban!

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