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Entrevista com o DJ e produtor Wehbba.

Nossa entrevista de hoje traz o DJ e produtor Rodolfo Wehbba, um dos principais nomes da música eletrônica brasileira na atualidade.

Wehbba já lançou músicas pelos maiores e mais conceituados selos musicais, como Renaissance, Global Underground, Bedrock, Great Stuff, Get Physical e Primate. Também já tocou em alguns dos melhores clubs e festivais pelo mundo afora. Viu suas produções serem tocadas por nomes como Carl Cox e Laurent Garnier, além de fazer parte constantemente de charts de DJs de techno e house no Beatport e preencher o case de inúmeros DJs.

Criou o próprio selo no ano passado, o 82 Recordings, para ser sua principal plataforma de lançamentos, mas também de outros bons nomes nacionais e internacionais. Este ano lançou seu primeiro álbum, intitulado Full Circle, pelo selo Tronic, de Christian Smith. O álbum obteve sucesso tanto com a crítica quanto com o público, apresentando uma fusão de techno, house e minimal bastante original e autoral. Vamos à entrevista!

Você obteve reconhecimento pelo seu trabalho na Europa antes de obter no Brasil. Por quê?

Eu comecei muito cedo a me envolver com produção musical na minha carreira de artista. Sempre tive a ideia de que lançando o meu material no exterior eu conseguiria me destacar de um rebanho gigantesco de artistas que surgiram na minha geração, e que depois aumentou ainda mais com o advento da tecnologia digital (mp3, cds, laptops). Não que tenha sido um processo muito rápido, mas acabei provando minha “teoria” inicial depois de alguns anos. Hoje graças a muito esforço e muitos lançamentos em selos de respeito, consegui conquistar uma fatia do mercado nacional e inclusive voltei a morar no Brasil, pois já estava vivendo na Europa há cerca de 4 anos. O mercado no Brasil é muito dinâmico e imprevisível, e por mais que existam “Jesus Luzes” por aí, para artistas conseguirem um “lugar ao sol” é bem mais difícil que no exterior.

O que pode destacar sobre as diferenças entre tocar no Brasil e na Europa?

Ultimamente tenho notado e discutido com artistas estrangeiros que o público no Brasil perdeu um pouco da vibração que tinha há mais ou menos 6/7 anos atrás, talvez pelo apelo comercial de muitos eventos onde o público continua bem animado. Mas parece que está rolando um período de re-adaptação à musica “underground” de uma certa forma e acho que só tem a melhorar. Na Europa mesmo me parecia tudo muito parado, talvez por causa do boom da música minimalista. Mas desde o final de 2008 parece que tudo voltou ao normal como se nada tivesse acontecido, mãos no ar, gritaria nos breaks…. É o que me atraiu a ser DJ e me motivou a continuar querendo sair do estúdio e ir pras cabines.

Hoje você lança por seu próprio selo. Acredita ser viável para todo artista ter o seu próprio selo? Você cuida de tudo pessoalmente?

Eu criei o 82 Recordings em 2009 porque tinha muita coisa minha parada e eu não estava muito satisfeito com os selos com que trabalhava na época. Deu super certo e consegui um bom suporte de muitos artistas. Eu tinha um label manager, que me ajudava com a parte burocrática de contabilidade, uploads e a lidar com distribuidora, prazos, etc….Minha irmã é designer gráfica e cuidava da arte, logo e identidade visual, e eu cuidava da parte de A&R, escolhia as músicas e remixers. Acho muito difícil cuidar de tudo e conciliar com estúdio e DJing, então não acho viável pra qualquer um não, pelo menos se for pra ser um selo competitivo. Eu mesmo depois de me “encontrar” com o selo Tronic, do Christian Smith, acabei deixando o 82 meio de lado por falta de tempo.

Você toca instrumentos e já participou de bandas. Isso faz diferença na hora de produzir?

Faz, muita. Desenvolvi meu ouvido desde muito cedo e com isso tenho uma facilidade muito grande pra criar melodias e ritmos.  O mais difícil geralmente é me segurar e saber avaliar se estou abusando muito nas notas e aí que “muda a chave” e o produtor entra em ação.

Qual software você utiliza para produzir? Utiliza outros equipamentos ?

Uso Ableton Live 8 pra compor e arranjar, mas toda a pós produção faço no Cubase 5. Não uso mais nada analógico, somente 2 placas UAD e um LiquidMix da Focusrite. Meu ritmo de trabalho requer agilidade e hoje em dia essas ferramentas chegaram num nível muito alto de qualidade, quase se equiparando aos hardwares que emulam. No final do dia, o hardware externo mais valioso que existe é o ouvido, não importa ter um summing Chandler e um compressor Distressor passando num equalizador Manley ou Massenburg, se você não tiver um ouvido crítico, bom gosto e discernimento.

Você já lançou faixas por alguns dos maiores selos de música eletrônica e tocou em diversos clubs renomados mundo afora. O que espera para sua carreira agora?

Eu acabei de voltar pro Brasil, pois percebi uma melhora na cena atual em relação a que havia quando me mudei, em 2006/2007, mesmo que muitos vejam o contrário. Espero poder continuar meu trabalho baseado aqui e continuar viajando e tocando mundo afora, que é o que eu mais amo fazer.

O que deixaria como conselho para os novos DJs e produtores que estão surgindo?

Pesquisa musical, aquirir cultura, por favor! Já basta os que “atacam de DJ” com as mais vendidas nos portais digitais. Busquem personalidade musical. Mais música, mais cabeça, menos garganta.

Para saber mais sobre o Wehbba, acesse o site oficial ou myspace.

A DJ Ban é uma empresa fundada em 2001 e sediada em São Paulo. Entre as áreas de atuação estão cursos, loja, TV, estúdios para treino e gravação de sets, palestras, locação de equipamentos, eventos, e outras atividades ligadas a música eletrônica.

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