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Entrevista com DJ Murphy, brasuca reconhecido mundialmente

DJ Murphy é uma unanimidade quando o assunto é Techno. Profissional desde o início dos anos 1990, foi residente de alguns dos melhores clubs nacionais, como A Loca, Lov.e, Manga Rosa, D-edge e Clash, além de ter tocado em mega eventos pelo Brasil e pelo mundo.

Mundialmente reconhecido por sua técnica fora de série com os toca discos, chega a ser engraçado procurar por comentários sobre suas gigs em outros países. “Uma lenda”, “nunca vi nada igual” e “quando você volta?” são alguns dos mais frequentes.

Na nossa mini entrevista, Murphy nos contou que está decepcionado com a cena nacional. Veja abaixo o porquê:

O que pensa da cena eletrônica brasileira atual?

Vejo super comercial, com um monte de gente dizendo que é DJ e fazendo fake sets e fake lives com pitch marcado ou com o Ableton diretamente com o arranjo já pronto desde casa, tudo mixado!

O que sente de diferença tocando lá fora e no Brasil? E dentro do Brasil, há muita diferença dependendo da região?

Fora do Brasil as pessoas gostam de Techno e não aceitam esse tipo de música comercial que invadiu os clubs brasileiros. Uma pena, pois a cena no Brasil havia começado bem, com muita qualidade e hoje é isso! Dentro do Brasil ainda existem alguns poucos clubs que investem em algo de qualidade em sua programação, mas é cada vez mais difícil de se ver! Acredito que São Paulo é ainda onde se tem mais qualidade músical nos clubs dentro do Brasil.

Como você vê a chegada em um ritmo tão acelerado de novos DJs e produtores?

Qualidade quase zero, hoje basta ter um computador, internet e ser amigo do dono do club ou do promoter pra sair por aí tocando e dizendo que é DJ!

Para você o que define um bom DJ?

Pesquisa, repertório, técnica e bagagem músical!

Qual seu set up atual para discotecar? E para produzir?

Serato (Vinyl Mode), 2 toca discos, iPad e mais um DNHC1000 Denon. Com o Serato em rewire com o Ableton adiciono um Akai APC40.

Que conselhos pode deixar para nossos alunos, que estão começando agora a discotecar e produzir?

Para discotecar tem que ter muita dedicação, pesquisar e não comprar apenas o top 10 das lojas online. É preciso ter um estilo próprio de discotecar. Já para produzir vá testando e experimentando. Sempre tem algum amigo que pode ajudar com o Ableton, por exemplo.

Quer saber mais sobre o DJ Murphy? Você pode seguí-lo no Facebook, ouvir suas produções no Myspace e assistir a alguns vídeos incríveis no Youtube.

O vídeo é de uma das suas apresentações para milhares de pessoas no festival Monegros. A partir dos 4:05 a brincadeira começa…

E essa é em Madri, no ano passado. Quebrando tudo!

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Por:

A DJ Ban é uma empresa fundada em 2001 e sediada em São Paulo. Entre as áreas de atuação estão cursos, loja, TV, estúdios para treino e gravação de sets, palestras, locação de equipamentos, eventos, e outras atividades ligadas a música eletrônica.

  • Legal a entrevista, eu achei que ele estava certo em uma questão:
    Hoje no Brasil, qualquer um que tiver um PC com VIrtual DJ, vai em uma festa, e pega um playlist de funk e sertanejo e sai tocando acha que é DJ, mais na verdade não, por que, pra ser DJ, não basta pegar um programa qualquer e mixar uma só musica e se não der conta, pensa “ah deixa pra depois” , pra ser DJ tem que amar o que faz e pensar em seguir adiante e aguentar qualquer coisa pela profissão, pois quem gosta e tem vontade realmente de ser um, nunca desiste.

    Mais uma coisa que eu discordo um pouco, é, no Brasil “ser DJ” é ta virando moda, mais tem mutos DJs brasileiros que tem vontade de crescer, e as musicas hoje que fazem sucesso, e que você vê muitos DJs tocando ou remixando ai é funk e sertanejo, que não são difíceis de remixar. Agora vai remixar uma trance ou techno ou house pra vc ver.

    Estou fazendo essa crítica também porque eu sou DJ amador, estou começando na profissão, mais diferente dos outros eu n fico falando “ah’ sou DJ” não, e eu tenho vontade de crescer na profissão porque eu gosto dela.

    Lembrando que cada um tem sua opinião, essa é a minha.

  • Muito boa a entrevista.

    Está certo na questão de novos djs que estão surgindo que basta ter um computador e aperta o sync e “vamu que vamu”, eu mesmo quase entrei nessa onda. Estou começando agora essa carreira de Dj e percebi o quanto é diferente tocar com um par de toca disco ou cdj e no final você acertar a mixagem, isso trâs uma certa alegria e isso chega passar para a pista. ( acho que todos djs no começo passo por isso né – Penso eu rsrs).

    Só que quero fazer também uma critíca construtiva na questão da musica comercial que praticamente domino as noites paulistas (falo aqui de São Paulo porque não sei de outros estados e também não fui nas baladas fora de São Paulo), penso eu no meu humilde conhecimento que essa moda de musica comercial nas baladas pode ser ter acontecido por causa que “muitos” djs e produtores da o valor maior para o exterior e isso acaba deixando o nosso País em segundo plano. Sim devemos valorizar o exterior concerteza mas primeiro a nossa casa.

    Estou fazendo uma critica construtiva espero que todos entendam, já fui ai na dj ban super legal ai, vejo videos do Dj Murphy ele arrebenta.

    Abraços

  • Gostei da entrevista… Ele é bem coerente. Entrei no Myspace e já sou fã.

    Agora, só uma pergunta (apenas curiosidade): Para produzir ele usar qual DAW?

    Abraço.