">Profissão DJ – Preparação e Pesquisa de Músicas - DJ Ban EMC - Cursos de DJ e Produção Musical
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Profissão DJ – Preparação e Pesquisa de Músicas

Profissão DJ – Preparação e Pesquisa de Músicas

Assunto muito discutido e sempre em alta, a pesquisa de músicas torna-se a cada dia, o ponto crucial para o profissional da música eletrônica. Assim sendo, uma pesquisa mais apurada acaba aumentando a qualidade do desempenho do DJ e, ainda por cima, pode fazer a diferença entre o sucesso ou não de uma gig.

Outra virtude da pesquisa é a possibilidade de clarear os caminhos do set e distanciá-lo o máximo possível daquele lugar comum, onde se encontram as faixas sob as categorias patrocinadas ou as famosas “Top 10”, “Top 50”, “Top 100”, etc. Categorias essas que, em grande parte, estão em evidência, pois (como o próprio nome diz) foram financiadas de alguma maneira. Ou seja, para se destacar, o profissional deve se acostumar com a corrida incessante em busca de novidades que, pratiquem a coexistência entre o gênero que mais o retrata e a surpresa de tocar uma track pouco conhecida ou até mesmo exclusiva.

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A introdução deste post sugere a não banalização da profissão DJ, já que para grande parte das pessoas que estão frequentando as festas e clubes, o DJ se apresenta sem nenhum tipo de preparação. Nada mais justo, uma vez que a função principal do espectador é a de apreciar a boa música, a cultura e as sensações transmitidas pelo set do artista ao qual ele está financiando no dia.

Seguindo para a parte que realmente interessa, este post será dividido em quatro destaques para a abordagem do assunto: A preparação em si, o repertório, onde e como pesquisar músicas e, para concluir, algumas dicas que podem melhorar o desempenho do trabalho que, a priori, é desgastante.

Preparação

Conforme os dois últimos parágrafos sugerem, as tarefas designadas ao DJ não começam, tão pouco terminam na cabine. O item preparação ocupa grande parte do tempo do profissional, já que nele são envolvidos pontos como pesquisa e seleção de músicas, organização de bibliotecas e tags dos arquivos, gravação de CDs, ajustes de faixas e samples caso a utilização de algum aplicativo, além do entendimento e estudo do público, do estilo e do equipamento localizados na festa em que o artista irá se apresentar.

Como tudo o que gira no âmbito da música, existe a opção de se estender em qualquer que seja o tema, contudo este post abordará mais profundamente o assunto pesquisa, deixando alguns detalhes de outras frentes para uma próxima oportunidade.

Repertório

Adentrando-se ao quesito repertório, é ponto de atenção para o DJ, o ímpeto de se galgar uma chance de se destacar num cenário com as características brasileiras atuais possuindo um estilo, uma marca própria, e, tudo isso é diretamente proporcional ao quanto mais horas o artista desprender nas buscas por músicas pouco conhecidas e bem produzidas, quanto mais singular – porém de bom gosto – a escolha das músicas para o set e quanto maior a capacidade do DJ de perceber tendências.

Além de todos os destaques citados, há outras duas características que o DJ deve incorporar à sua personalidade: A versatilidade e a capacidade de se adaptar ao ambiente de trabalho, porque possuir a vara e as iscas corretas não significa que você conseguirá fisgar os peixes. Em outras palavras, além de possuir uma vasta coleção musical, o artista deve ter um senso de percepção aguçado para conquistar e fazer com que o público não se esqueça da sua apresentação e, para conquistar tudo isso com maestria, só existe um caminho: Experiência.

Pesquisa

É de conhecimento geral que grande parte da matéria-prima do DJ, a música, encontra-se na internet. Seja lançamento, seja uma track de um ano atrás ou aquele clássico que marcou a década de 80, a probabilidade de se encontrar tal conteúdo em formato digital supera os 90%. Sendo assim, pode-se levantar a grande questão: Como ser diferenciado em um nicho de mercado competitivo em que, mais da metade dos interessados são incluídos digitalmente e possuem os mesmos recursos?

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A resposta para tal pergunta é simples e direta. Dedicação. Quanto maior a dedicação, maior será a chance de aumentar o grau de granularidade do repertório.

Já que o digital se firmou como o maior polo de armazenamento de músicas, nada melhor do que realizar uma visita diária aos sites de venda mais conhecidos e, para tornar este caminho um pouco mais prático, segue uma lista de alguns dos mais acessados tanto aqui quanto fora do Brasil:

Como a insistência e a busca do não óbvio é a chave para afinar o repertório, é de se esperar que o DJ navegue verticalmente, investigando tudo o que esses sites podem oferecer e, para fazê-lo, é possível arriscar alguns passos básicos, conforme mostram as dicas abaixo:

Dicas

O levantamento dos artistas que mais agradam o ouvido do DJ é um bom primeiro passo. Frequentar a página do produtor, estar sempre atento ao seu trabalho e segui-lo em redes sociais é uma vertente interessante, pois faz com que os lançamentos dessas pessoas cheguem mais rapidamente até o pesquisador mais assíduo. O objetivo aqui é simplesmente vigiar de perto os lançamentos, produções e remixes dos que o DJ considerar como melhores produtores.

Ainda acolitando a questão acima, duas atitudes ainda se fazem interessantes. A primeira soa como trivial, porém vale ser lembrada, que é a pesquisa sobre um selo. Por padrão, um selo reúne músicas que tenham algo em comum, então se um lançamento do produtor de preferência daquele DJ o agradou naquele momento, há uma ampla facilidade de ele apreciar os lançamentos adicionais e demais produtores daquele mesmo selo, ampliando, assim, a rede de produtores que o artista seguia até então. A segunda atitude é o aumento da notoriedade de um recurso interessante que alguns sites oferecem, conhecido como “quem comprou esta faixa, também comprou…”, isto significa que outro consumidor encontrou e comprou a mesma música e mais as apontadas, isto é, a avaliação dessas outras faixas tornou-se iminente, uma vez que dois artistas de, aparentemente, mesmo gosto musical, se encontraram.

Outra fase que se pode perceber nas pesquisas verticais é a dos charts. Um chart nada mais é do que uma seleção de músicas (usualmente lançamentos) feita por um DJ ou produtor. Isto quer dizer que aquele DJ ou produtor acredita nas produções escolhidas e, há grandes chances de ele integrar tais faixas em seus sets. Daqui pode-se perceber outra variável a se integrar nas pesquisas do dia-a-dia.

Pode não ser de conhecimento geral, mas existem lançamentos de faixas exclusivas em vinil, o que pode tornar um set extremamente distintivo com relação aos demais, uma vez que nem todos os DJs são entusiastas dos 12’’. Contudo, o profissional pode – e deve – adquirir o vinil e utilizar-se das técnicas digitais atuais para converter a faixa e conseguir exibi-la ao público de maneira digital, mesmo entendendo-se que essa técnica pode decrescer a qualidade com que a música foi gravada. Especialistas podem lapidar esta opção da melhor maneira possível… Procure a Ban 😉

Mantendo a abordagem tecnologia, porém distanciando um pouco da originalidade, atualmente existem aplicativos que têm por objetivo identificar músicas através das ondas recebidas. Daí, se o DJ escutar um trecho de uma track, basta habilitar esses softwares para obter um retorno do produtor e nome da mesma. Muito se contesta a respeito de aplicações como essas, porém vale entender mais sobre o assunto. Pesquise os seguintes: Shazam / SoundHound.

Por fim, conclui-se que o DJ deve estar a par de toda e qualquer mídia social existente. Sites como o Facebook, MixCloud, SoundCloud, entre outros, devem ser visitados constantemente, pois neles podem aparecer sons novos, ímpares e que encaixem no repertório do artista.

Abandonando a era digital, ainda existem opções para os DJs. Procurar discos nas lojas e sebos espalhados pelo país é uma alternativa palpável e confiável também. A obtenção de raridades nestes locais é completamente exequível e, vale frisar novamente, o trabalho exigirá dedicação!

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Este post torna completamente compreensível que a profissão DJ exige muito do profissional, algo que efetivamente transcende a cabine que ele habita durante a apresentação de seus sets. Há também a arquitetura da preparação e pesquisa de músicas, as quais possuem diversos caminhos e vertentes que se complementam entre si, tendo seus caminhos cruzados e afastados durante todo o percurso. Por fim, o DJ que quiser cativar uma evidência acima da média, deve possuir uma técnica apurada de preparação e pesquisa, além do vasto e congeminado repertório.

Inspirado nas vertentes do Minimal e Techno, Rodolfo Moss prova que é possível, sim, galgar um espaço no meio dos grandes, mantendo sempre a qualidade musical que lhe é peculiar, além da humildade aberta à novas tendências, primando incessantemente pelo ideal de todo músico verdadeiro: O de agregar cultura em prol de um ambiente sem limitações e preconceitos.

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