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Passport VJ University: video mapping e música eletrônica

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Mesmo com a infelicidade de perder uma das grandes atrações poucos dias antes do evento, já que o Dj Derrick May teve problemas com seu visto, o Passport VJ, que aconteceu sábado (17) no Memorial da América Latina, foi impecável.

O dia estava perfeito para festas ao ar livre, além disso, a escolha do local, quantidade de bares, organização na entrada (gratuita, com cadastramento via Facebook e checagem na porta através de QR code), qualidade do som e das projeções e line up, estavam ótimos.

Mapa oficial do evento

Falemos primeiro do grande diferencial da festa: as projeções, cuja curadoria foi do VJ Spetto e tinha como atrações os espanhóis do Telenoika, oferecendo ao público um verdadeiro mergulho introspectivo, com 3D, poucas cores e trilha sonora sutil, de elementos espaçados e não muito convencional. O destaque ficou para as ilusões de ótica, que movimentavam as estruturas modernistas de Niemeyer.

Telenoika

Créditos: Débora Mello

O “palco” principal, entre aspas pois eram as paredes principais, teve a apresentação do coletivo United VJs, do qual Spetto faz parte e, ao contrário dos convidados de Barcelona, mostrou ao público muitas cores, projeções impactantes, textos politizados contando a história do violonista Victor Jara, além da trilha sonora barulhenta com pitadas de dubstep e muito maximal.

Apesar de apelativo, enchia os olhos, foi muito bonito e bem pensado, já que, alterando o posicionamento do observador, principalmente se fosse ao centro das duas paredes, alguns efeitos faziam mais sentido.

United VJ’s

Créditos: Cléber Nisek

A cabine de som foi comandada inicialmente pelo DJ Tahira, passou pelos argentinos Silver City e terminou com a aula musical do mestre Larry Heard. Larry abriu o set com seu grande clássico Can You Feel It, passeou com propriedade pelo house e techno, de Adonis a Joey Beltram, The Sun Can’t Compare com House Nation, entre outros, finalizando com mais de meia hora de disco para diversão completa do público.

DJ de mixagens rápidas e nem sempre precisas, Larry tem longa história na música eletrônica (contada em riqueza de detalhes nesta entrevista), fazendo parte da geração que privilegia a música, sendo novidade ou não, sendo house music ou não.

Eventos como este são sempre bem-vindos a São Paulo.

 

Por Luiz Oliveira – DJ

www.soundcloud.com/luizoliveira

www.facebook.com/oliveira.luiz

A DJ Ban é uma empresa fundada em 2001 e sediada em São Paulo. Entre as áreas de atuação estão cursos, loja, TV, estúdios para treino e gravação de sets, palestras, locação de equipamentos, eventos, e outras atividades ligadas a música eletrônica.

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